Monday, December 16, 2002
bla bla bla, bla bla bla, bla bla bla.
If I am going to test this freakin template, it should be with a bigger post. Then a bigger post it is.
No meu texto anterior, eu mencionei o que eu vejo como a dualidade mais importante do RPG: arte x jogo.
O RPG é freqüentemente descrito como "uma mistura de jogo com teatro com criar histórias". Mas exatamente o que é isso? Como as pessoas encaram o RPG?
Roleplaying é mais que sentar à mesa e lançar dados, mas algumas pessoas não usam o RPG para Roleplaying, mas sim para Gaming. Esses são, em geral, aqueles que não se fixam na história e cujos personagens têm a profundidade psicológica de uma ameba. Se divertem tanto quanto se divertiriam jogando Banco Imobiliário ou Ludo, e, já que se divertem, vale a pena para eles. Mas isso é Role Playing Game ou é apenas mais um game? Eu fico com a segunda opção. A maioria dos RPGistas brasileiros é de Gamers, e não de Roleplayers. São poucos os grupos uniformes de Roleplayers, ao passo que os Gamers aumentam rapidamente.
E o que é um Roleplayer? É, em sua tradução literal, o interpretador de um papel, o agente que molda e transforma o conceito de um personagem, trazendo-o à vida. É algo de teatro, de história, de magia. O Roleplayer é o cara que, sendo um paladino, dá todo o seu dinheiro a quem necessita. O Gamer é o paladino que calcula exatamente os 10% dos seus ganhos exigidos pela regra e deposita a quantia exata na caixinha de seu templo (pelas regras de AD&D 2nd Ed).
Jogadores Gamers são fáceis de serem satisfeitos. Basta uma Coca-cola gigante do lado, uma pizza a caminho, muitos kobolds e ouro e armas mágicas, abismos à vontade, e o típico Gamer estará plenamente satisfeito. Quanto mais poder, riqueza e destruição, melhor pro Gamer. É divertido? Claro! Mas não é RPG. Não a meu ver.
COMO EDUCAR ROLEPLAYERS
Especialmente quando o Mestre, ou, como eu prefiro, Narrador, tem tendência ao Roleplaying, é vital para a satisfação de todos que os jogadores sejam RPs também. Mas como criar um grupo de Roleplayers ao invés de Gamers? Bem, primeiramente, a escolha do tema é fundamental. Se o Fulano só gosta de lasers e lightsabers, deve estar num grupo de StarWars, e não de Call of Cthulhu. Se eu curto dragões, magia e knights in shiny armour, então vou partir para uma temática medieval. A meu ver, é vital ter uma temática bem definida para que o grupo possa compartilhar recursos, construindo um agregado de informações do qual todos poderão aproveitar.
Um bom exemplo é meu embrião de grupo atual: cinco pessoas, mais o narrador (eu), todos juntos para jogar MERP, um sistema profundamente baseado n'O Senhor dos Anéis. Primeiramente, todos pelo menos se defendem em inglês. Por que? Não há tradução do sistema para o português, e todos os livros que eu tenho estão em inglês, incluindo as descrições de magias, por exemplo. E seria um saco ter que explicar 127635 magias para cada spellcaster. Outro ponto fundamental é: todos pelo menos assistiram o (primeiro) filme, quem não tinha assistido foi convidado a assistir lá em casa, e os livros (O Senhor dos Anéis, O Hobbit, O Silmarillion) já foram lidos por quase todos, alguns mais do que uma vez. Onde entra o papel do Narrador? Bem, primeiramente, a seleção do grupo foi cautelosa, claro, sempre há um deslize ou outro, mas tudo se ajeita. Outra coisa que fiz foi coletar material de background para os jogadores e distribuir a eles, como um excelente artigo discutindo essa dualidade RPG x Arte e o meu preferido: o texto presente no Player's Guide to Vampire intitulado "The Player-Storyteller". Esse último, apesar de fortemente enfocado em Vampire, se aplica a qualquer Roleplayer, mostrando que o Narrador não é tudo, e que os jogadores são, no mínimo, tão responsáveis pelo sucesso ou fracasso de uma aventura quanto o Narrador em si. Todos se tornarão Roleplayers? Não sei. Não sei nem se todos vão continuar jogando, mas o potencial é bom.
Em suma, há dois tipos de RPGistas: Roleplayers, que visam a construção do personagem e a criação de uma história, e Gamers, que visam o jogo, o poder, a fortuna. Um não é melhor que o outro, são apenas enfoques diferentes. Pela minha experiência, vi que geralmente os grupos são homogêneos, seguindo a tendência do Narrador. Se o Narrador é Gamer ou Roleplayer, é quase certo que a maioria dos jogadores sigam o mesmo caminho.
Já foi dito que o objetivo do RPG é a diversão. Claro, não discordo disso. Mas um Roleplayer não alcança essa diversão pelo mesmo caminho que um Gamer, e muitas vezes ficará indignado com as atitudes de seu companheiro. O inverso é verdadeiro. Para o Gamer, um Roleplayer pode ser enjoado, fresco, enrolado. Ele quer porrada, e o outro fica batendo papo... O problema não está em um ou no outro, está nos estilos de RPGing, que são completamente opostos. É possível a conversão, ou, no mínimo, adequação entre estilos, geralmente a predominância ficando no estilo adotado pelo Narrador.
REEDUCAÇÃO
Por observação prática, notei que geralmente um jogador Gamer que caia num grupo de Roleplayers tenta se adequar ao estilo do grupo. No começo é difícil, mas com persistência, excelentes resultados podem ser obtidos. Curiosamente, o contrário nem sempre ocorre. Um Roleplayer tenta se manter Roleplayer em meio aos Gamers, e normalmente desiste, mudando de grupo ou de entretenimento. Outra observação curiosa é que um Roleplayer geralmente é visto com entusiasmo por um Narrador Gamer, mas um Gamer certamente será punido por um Narrador Roleplayer caso não mude seu comportamento. Por que? Acredito eu que os Roleplayers tenham atingido um nível de imersão no mundo do jogo que os leva a lugares e situações inesperadas, enquanto que os gamers continuam sentados à frente de uma mesa jogando dados.
É muito maior a proporção de Gamers convertidos em Roleplayers que o contrário. Como se dá essa mudança? Um grupo bem estruturado, onde os jogadores se transformem em personagens ao se sentarem à mesa, gera um clima e uma cumplicidade que quem está de fora quer participar. E é aí que o Gamer começa sua mutação. Música ambiente, mapas sendo descobertos aos poucos, a dor de um companheiro perdido, a alegria da missão cumprida... o Roleplayer tem níveis mais diversos de emoção no RPG que o Gamer. Mais sutis, delicados e complexos.
Já tive o privilégio de fazer jogadores suarem, já senti raiva, medo e felicidade por meus personagens. E isso, com certeza, não poderia ter sido atingido se eu estivesse apenas sentado à mesa jogando uns dados esquisitos. Houve alguma mágica ali.
(super criativo e chupinado do breno)
If I am going to test this freakin template, it should be with a bigger post. Then a bigger post it is.
No meu texto anterior, eu mencionei o que eu vejo como a dualidade mais importante do RPG: arte x jogo.
O RPG é freqüentemente descrito como "uma mistura de jogo com teatro com criar histórias". Mas exatamente o que é isso? Como as pessoas encaram o RPG?
Roleplaying é mais que sentar à mesa e lançar dados, mas algumas pessoas não usam o RPG para Roleplaying, mas sim para Gaming. Esses são, em geral, aqueles que não se fixam na história e cujos personagens têm a profundidade psicológica de uma ameba. Se divertem tanto quanto se divertiriam jogando Banco Imobiliário ou Ludo, e, já que se divertem, vale a pena para eles. Mas isso é Role Playing Game ou é apenas mais um game? Eu fico com a segunda opção. A maioria dos RPGistas brasileiros é de Gamers, e não de Roleplayers. São poucos os grupos uniformes de Roleplayers, ao passo que os Gamers aumentam rapidamente.
E o que é um Roleplayer? É, em sua tradução literal, o interpretador de um papel, o agente que molda e transforma o conceito de um personagem, trazendo-o à vida. É algo de teatro, de história, de magia. O Roleplayer é o cara que, sendo um paladino, dá todo o seu dinheiro a quem necessita. O Gamer é o paladino que calcula exatamente os 10% dos seus ganhos exigidos pela regra e deposita a quantia exata na caixinha de seu templo (pelas regras de AD&D 2nd Ed).
Jogadores Gamers são fáceis de serem satisfeitos. Basta uma Coca-cola gigante do lado, uma pizza a caminho, muitos kobolds e ouro e armas mágicas, abismos à vontade, e o típico Gamer estará plenamente satisfeito. Quanto mais poder, riqueza e destruição, melhor pro Gamer. É divertido? Claro! Mas não é RPG. Não a meu ver.
COMO EDUCAR ROLEPLAYERS
Especialmente quando o Mestre, ou, como eu prefiro, Narrador, tem tendência ao Roleplaying, é vital para a satisfação de todos que os jogadores sejam RPs também. Mas como criar um grupo de Roleplayers ao invés de Gamers? Bem, primeiramente, a escolha do tema é fundamental. Se o Fulano só gosta de lasers e lightsabers, deve estar num grupo de StarWars, e não de Call of Cthulhu. Se eu curto dragões, magia e knights in shiny armour, então vou partir para uma temática medieval. A meu ver, é vital ter uma temática bem definida para que o grupo possa compartilhar recursos, construindo um agregado de informações do qual todos poderão aproveitar.
Um bom exemplo é meu embrião de grupo atual: cinco pessoas, mais o narrador (eu), todos juntos para jogar MERP, um sistema profundamente baseado n'O Senhor dos Anéis. Primeiramente, todos pelo menos se defendem em inglês. Por que? Não há tradução do sistema para o português, e todos os livros que eu tenho estão em inglês, incluindo as descrições de magias, por exemplo. E seria um saco ter que explicar 127635 magias para cada spellcaster. Outro ponto fundamental é: todos pelo menos assistiram o (primeiro) filme, quem não tinha assistido foi convidado a assistir lá em casa, e os livros (O Senhor dos Anéis, O Hobbit, O Silmarillion) já foram lidos por quase todos, alguns mais do que uma vez. Onde entra o papel do Narrador? Bem, primeiramente, a seleção do grupo foi cautelosa, claro, sempre há um deslize ou outro, mas tudo se ajeita. Outra coisa que fiz foi coletar material de background para os jogadores e distribuir a eles, como um excelente artigo discutindo essa dualidade RPG x Arte e o meu preferido: o texto presente no Player's Guide to Vampire intitulado "The Player-Storyteller". Esse último, apesar de fortemente enfocado em Vampire, se aplica a qualquer Roleplayer, mostrando que o Narrador não é tudo, e que os jogadores são, no mínimo, tão responsáveis pelo sucesso ou fracasso de uma aventura quanto o Narrador em si. Todos se tornarão Roleplayers? Não sei. Não sei nem se todos vão continuar jogando, mas o potencial é bom.
Em suma, há dois tipos de RPGistas: Roleplayers, que visam a construção do personagem e a criação de uma história, e Gamers, que visam o jogo, o poder, a fortuna. Um não é melhor que o outro, são apenas enfoques diferentes. Pela minha experiência, vi que geralmente os grupos são homogêneos, seguindo a tendência do Narrador. Se o Narrador é Gamer ou Roleplayer, é quase certo que a maioria dos jogadores sigam o mesmo caminho.
Já foi dito que o objetivo do RPG é a diversão. Claro, não discordo disso. Mas um Roleplayer não alcança essa diversão pelo mesmo caminho que um Gamer, e muitas vezes ficará indignado com as atitudes de seu companheiro. O inverso é verdadeiro. Para o Gamer, um Roleplayer pode ser enjoado, fresco, enrolado. Ele quer porrada, e o outro fica batendo papo... O problema não está em um ou no outro, está nos estilos de RPGing, que são completamente opostos. É possível a conversão, ou, no mínimo, adequação entre estilos, geralmente a predominância ficando no estilo adotado pelo Narrador.
REEDUCAÇÃO
Por observação prática, notei que geralmente um jogador Gamer que caia num grupo de Roleplayers tenta se adequar ao estilo do grupo. No começo é difícil, mas com persistência, excelentes resultados podem ser obtidos. Curiosamente, o contrário nem sempre ocorre. Um Roleplayer tenta se manter Roleplayer em meio aos Gamers, e normalmente desiste, mudando de grupo ou de entretenimento. Outra observação curiosa é que um Roleplayer geralmente é visto com entusiasmo por um Narrador Gamer, mas um Gamer certamente será punido por um Narrador Roleplayer caso não mude seu comportamento. Por que? Acredito eu que os Roleplayers tenham atingido um nível de imersão no mundo do jogo que os leva a lugares e situações inesperadas, enquanto que os gamers continuam sentados à frente de uma mesa jogando dados.
É muito maior a proporção de Gamers convertidos em Roleplayers que o contrário. Como se dá essa mudança? Um grupo bem estruturado, onde os jogadores se transformem em personagens ao se sentarem à mesa, gera um clima e uma cumplicidade que quem está de fora quer participar. E é aí que o Gamer começa sua mutação. Música ambiente, mapas sendo descobertos aos poucos, a dor de um companheiro perdido, a alegria da missão cumprida... o Roleplayer tem níveis mais diversos de emoção no RPG que o Gamer. Mais sutis, delicados e complexos.
Já tive o privilégio de fazer jogadores suarem, já senti raiva, medo e felicidade por meus personagens. E isso, com certeza, não poderia ter sido atingido se eu estivesse apenas sentado à mesa jogando uns dados esquisitos. Houve alguma mágica ali.
(super criativo e chupinado do breno)
and again.
again.
testing the friggin' template.
Friday, July 12, 2002
Acaba de ser lançado o website da melhor e mais séria agência de notícias do mundo. Criada por jornalistas preocupados com a qualidade e a veracidade dos atuais meios de comunicação, o compromisso dessa agência é mostrar ao público o que ninguém mais tem a audácia de mostrar, horas por medo, horas por simplesmente julgar a informação sem importância.
(o layout vai ficar esse aqui até eu arrumar um bom nome pra agência -depois de consultar os colaboradores- e desenhar um custom layout decente)
-the editor-
(o layout vai ficar esse aqui até eu arrumar um bom nome pra agência -depois de consultar os colaboradores- e desenhar um custom layout decente)
-the editor-